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Artigos Médicos - Infetilidade Conjugal


Dr. Marcelo Cavalcante

O casal que após um ano, sem nenhum método anticoncepcional, tendo atividade sexual regularmente e que não consegue engravidar espontaneamente é considerado um casal infértil. Cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva irão apresentar essa dificuldade, devendo procurar ajuda de especialista.

Atualmente, na prática clínica diária, observamos uma procura maior de casais por serviços médicos especializados em reprodução humana. A busca por uma realização profissional e por uma estabilidade econômica são alguns fatores que fazem adiar os planos dos casais modernos em ter filhos.

A investigação das possíveis causas da infertilidade conjugal deve ser direcionada para o casal. A dificuldade em engravidar estará, somente, com a mulher em 40% dos casos, somente com o homem também em 40% das vezes e ambos apresentarão algum problema em 20% dos casos.

Na avaliação inicial da mulher os exames avaliam a capacidade ovulatória, a anatomia e funcionalidade do útero e das trompas, a presença de outras patologias que interfiram na fertilidade feminina (hipotireoidismo, endometriose, entre outras). A avaliação do homem é realizada através de um espermograma, que estuda parâmetros quantitativos e qualitativos do sêmen. Caso exista alguma redução na qualidade dos espermatozóides, outros exames são solicitados, para determinar o real motivo dessa alteração.

E qual o melhor tratamento para o casal? O tratamento do casal infértil depende das causas envolvidas. A grande maioria dos casos pode ser solucionada com a utilização de drogas indutoras de ovulação e orientação da atividade sexual no período ovulatório, tratamento conhecido como Coito Programado.

Alguns casais, com alterações seminais leve a moderada, se beneficiam com a Inseminação Artificial, que consiste em introduzir amostra de sêmen capacitada (melhorada em laboratório) na cavidade uterina durante o período ovulatório.

Uma pequena parcela dos casais precisa recorrer a Fertilização in vitro (Bebê de Proveta). Essa técnica, que forma os embriões em um laboratório e os transfere para a cavidade uterina, quando indicada corretamente, apresenta melhores resultados. Porém, muitos casais que possuem indicação em realizá-la não têm acesso devido aos custos elevados.

Nesses últimos anos, a medicina reprodutiva conseguiu evoluir e concretizar o sonho de muitos, porém ela não é infalível. Uma pequena parcela dos casais que se submetem aos tratamentos não consegue engravidar. Isso só reforça a importância de um bom planejamento familiar e da divulgação de medidas preventivas que protejam a fertilidade dos casais.